segunda-feira, 8 de outubro de 2007

silencio

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Tafi del Valle. Tucuman, Argentina. Outubro, 2004. Foto: Gaia]

12/05/2005 16:22

"[...] deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar... rir pra não chorar [...]"

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Frase mais utilizada na viagem: "no compreendo!"! Essa foto foi tirada em Tafi del Valle, cidadezinha que mais parece cenário de faroeste (tem até cacto gigante!) a não ser pelo clima friozinho e por essa vista maravilhosa das pré-cordilheiras!



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Na foto, (da minha coleção de fotos preferidas!) parece que o tempo parou... é exatamente este o clima de lá... Uma cidadezinha perdida no tempo... longe do barulho da cidade... longe de tudo... Se você quiser se esconder um dia vá pra lá!

cana

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[Bar do Zé Goleiro. Ribeirão Preto, SP. Março, 2005. Foto: Gaia]

06/06/2005 19:49
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"[...] hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos [...]"
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Cana! Tudo em volta virou cana... cana para todos os lados!!! A única pista de que existe alguma coisa além da cana é a estradinha de terra que corta o canavial. Bifurcações sem placas... só cana e silêncio! De repente um brilho intenso...era a lua... linda... cheia! Linda lua cheia... De repente mais luzes... não tão belas [mais para amarelas... não brilhavam tanto quanto à lua...] e um zumbido, um cochicho... um ruído anuncia que tem gente por perto... Quando tudo parecia ser cana surge uma clareira ... e uma casinha! Inacreditável! Uma mercearia... uma vendinha... daquelas fazendas bem antigas... na época dos engenhos ainda... onde se vende de tudo! Onde todos costumavam se reunir no fim do dia, onde todos comemoraram uma notícia boa e onde todos choraram a perda de um ente querido... O Bar do Zé Goleiro... Que se chama assim pq o dono é o Zé que realmente era goleiro e se casou com a filha do dono da venda, e hoje é o dono do bar! Mágica! As panelas penduradas no teto, a madeira escura dos móveis, o friozinho da noite gelada, a moda de viola do cantador de madrugada... Mágica... No dia seguinte, acordar e se perguntar: é real? * * * * * * * * Na fotinho a mulher do Zé Goleiro... parece que ela sempre esteve alí... naquele lugar... congelada naquela posição... com a mesma expressão... esperando por alguma coisa... a vida toda...



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Zé Goleiro, Ribeirão Preto- SP março, 2005

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Mais um desses momentos inesquecíveis...

aldeia

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[Aldeia Olho D'água antes de ser destruída na retomada de posse pela Aracruz Celulose. Aracruz-ES. Junho 2005. Fotos: Gaia]
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26/06/2005 23:42"[...] o tempo rodou num instantes, nas voltas do meu coração[...]"


O tempo tem passado tão batido ultimamente que nem dá tempo de respirar as vezes... Quando vc se dá conta ele já passou e vc não viu... Mas descobri que não são em todos os lugares que o tempo passa tão rápido assim... Por mais inusitado que pareça descobri/senti isso semana passada, numa clareira no meio de um eucaliptal, acompanhando e ajudando na construção de uma nova aldeia indigena... 2horas lá na aldeia são 2 horas de verdade... não são 5 minutos... e vc vê passar... vc sente passar, vc escuta passar. E dá tempo pra tudo... até para parar! Fiquei pensando na mágica daquele lugar... Pensando em que parte da estrada eu passei pelo portal invisivel que me levou para um mundo paralelo onde as horas e os minutos são tão maiores...? Não descobri até agora... mas provavelmente passei de volta por ele e saí desse mundinho no caminho pra casa. De novo, as horas estão voando, os dias estão passando, mas quando tudo parece devorar o tempo, eu paro, respiro, lembro do por do sol no retrovisor do carro, do som dos tambores na casa de reza, da roda girando na dança na aldeia... e por um minuto posso sentir/ouvir/ver os 60 segundos passando lentamente... E depois (como se tevessem que recuperar a lerdeza desse último segundo que acabou de passar) correrem novamente, desesperadamente!


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No fim da tarde, para celebrar mais um dia de trabalho, música e dança! A indiazinha de saia rosa para um segundo e volta para fazer a roda girar. pausa e movimento compõem a mesma cena, tudo junto ao mesmo tempo agora!


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Aracruz-ES, junho de 2005

Foto e montagem minhas em visita à Nova Aldeia indigena em Aracruz... Uma aldeia de todas as tribos, Tupis e Guaranis, unidos em torno da luta pela terra...

domingo, 7 de outubro de 2007

itaparica

[Ilha de Itaparica, Salvador-BA. Setembro, 2007. Foto: Gaia]
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Amores são águas doces
Paixões são águas salgadas
Queria que a vida fosse
Essas águas misturadas [...]
["Memóra das Águas", (Roberto Mendes/Jorge Portugal)]
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Toda segunda-feira podia ser assim!! Prainha quase deserta, todinha pra mim na Ilha de Itaparica...

Jazz

[luzes da Gamboa de Baixo, Salvador-BA. Setembro 2007. Foto: Gaia]
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São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida.
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.
Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.
[Soneto do Corifeu. Vinicius de Moraes]

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Foto tirada na Jam session que acontece todo sábado no MAM... Mistura perfeita de Jazz + noite + luzes (das estrelas ou da cidade). E Vinicius.... o poeta da noite...

Música especial essa...

sábado, 15 de setembro de 2007

leveza

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[Favela Monte Alegre, Ribeirão Preto-SP. Março 2005. ]
22/11/2005 09:55
Qual o peso da leveza?

”Cada vez que o reino humano me parece condenado ao peso, digo para mim mesmo que à maneira de Perseu eu devia voar para outro espaço. Não se trata absolutamente de fuga para o sonho irracional. Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, que preciso considerar o mundo sob uma outra ótica, outra lógica, outros meios de conhecimento e controle. As imagens de leveza que busco não devem, em contato com a realidade presente e futura, dissolver-se como sonhos...” (Ítalo Calvino, “Seis propostas para o próximo milênio”)

estátua

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Centro de Vitória-ES. Dez 2005. Foto: Gaia]
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01/06/2006 14:37

"tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei... Pra você correr macio"

Observava a cidade sempre do mesmo lugar. Sempre estática. Mal sabiam que dalí estivera a algum tempo atrás, mais perto de tudo que qualquer outro. Países passavam na sua frente. Diversas cores, diversos idiomas, diversas histórias. Podia dali ter acesso a isso tudo. Daquele lugar enxergava o mundo! Uma cidade que ia e vinha... flutuando. Hoje ainda guarda algumas histórias. Ainda hoje os navios continuam a ir e vir.... Mas sabe que hoje o mar é muito grande... e muito longe. Hoje, sabe que a velocidade da luz aproxima o mundo... e o mar, embora líquido, embora flúido, é assim mesmo muito grande. O tempo dele é outro... É o tempo dos deuses, das sereias, dos mosntros marinhos... Não esse tempo do "agora", do instantaneo, do "tempo real". Tempo real... não seria todo tempo real?? Dali, estática, parada, ainda hoje continua a ver as pessoas que passam, que param, que vão, e algumas até voltam. Continua a ver os carros, os ônibus, a hora que tudo isso para e a rua fica tão estática quanto ela, ainda que o tempo continue a correr, pois ele não depende mais de nada... Dali, daquele lugar, estática, parada, ela sobrevive... Pois seu tempo é outro... É o tempo de quem tem tempo...

serra do navio

Vou postar uma série de fotos e textos que estavam no fotolog antigo para concentrar todos nesse aqui. Essa é a primeira.
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[Ferovia que une Porto Grande a Serra do Navio. Amapá. Fev 2006. Foto: Gaia]
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"pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela... eu vejo tudo enquadrado...".




22/06/2006 21:38



O trem parte. Começa a viagem. A paisagem passa rapidamente pela janela e não muda muito. A ferrovia parece cortar delicadamente a floresta. Parece pedir licença para passar... Parece fazer reverência. Mas estranhamente, ela, a floresta, não deixa que passem insensevelmente por ela. Ela exige atençao. Exige que se perceba que ao contrário da delicadeza de hoje, a algum tempo atrás, o trabalo de construir a ferrovia exigiu muita força e sacrifício. Tanto dos homens quanto dela, da floresta. Sensação estranha. Um misto de admiração com pesar. Como um canto lindo e triste... O ar se mostra ainda mais pesado do que de costume. Na velocidade do trem o tempo vai passando pela janela... Mas o tempo que passa por ela não é o de agora. O tempo que passa na janela do trem trás lembranças de longe... Não sei se isso é mérito do trem ou da floresta, mas a mãe, com uma foto na mão, sorri e mostra a imagem da da filha que foi para São Paulo e nunca mais voltou... A velha senhora, uma índia com os cabelos longos e grisalhos amarrados em um coque, lembra do tempo em que a cidade era próspera e que hoje estagnou. Mas não são só as lembranças do passado que a janela do trem trás de volta. Ela trás também as lembranças do que ainda não veio... Trás o desejo do marido de que as coisas vão melhorar e de que a cidade vai voltar a crescer. Trás até o desejo do rapaz de que a rodovia fique pronta para quee o trem passe a ser apenas mais uma alternativa. Quando o trem para o tempo do passado e o tempo do futuro também param e retorna o tempo do presente. Um tempo com uma cara estranha. Com a cara de uma estação improvisada. Com a cara de um barraco de madeira no meio do nada. Nada? Não... Isso seria uma ofensa! A estação está no meio dela. No meio da floresta. E como se fossem seres mágicos eles começam a descer e saem do trem com uma agilidade mágica, carregando em uma mão um filho, no colo o outro, nas costas a bagagem, e somem. Somem no meio da floresta. Simplesmente somem. O trem parte e depois de alguns instantes desse tempo sem tempo de futuro e de passado que tornam a passar pela moldura da janela ele volta e o trem para. Retorna o presente. Outra estação. Quase igual. E novamente, reapidamente, agilmente, esses seres da floresta somem. Para onde vão? Para casa. Uma casa lá longe... Onde a vida é tão outra e tão distante que eles simplesmente partem. E fica a sensação de que eles nunca nem existiram... Fica a sensação de que todo esse mundo surreal que se esconde no meio da floresta é feito de nuvem... Como aquelas lembranças distantes da infância, que depois de tanto tempo são impossíveis de se ter certeza se foram reais ou não. Como a própria janela do trem, que em meio a tantas lembranças e tantos desejos torna o próprio ar da floresta do presente mais leve... Ainda que seu peso continue o mesmo...



domingo, 2 de setembro de 2007

horizonte distante

[Por-do-sol de domingo. Porto da Barra. Salvador-BA. Set 2007. Foto: Gaia]
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Por onde vou guiar
O olhar que não exerga mais
Dá-me luz, ó deus do tempo
Nesse momento menor
Pr'eu saber seu redor
A gente quer ver
Horizonte distante
A gente quer ver
Horizonte distante
Aprumar
[...]
[ Los Hermanos - Horizonte Distante Marcelo Camelo ]
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Porque hoje o por do sol recebeu as palmas da praia toda!
Belo fim de domingo, belo início de semana.
Energia de sobra para alcançar todos os horizontes distantes.
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[Ontem o por do sol também estava lindo e de tão bonito eu fiz um vídeo que pode ser visto clicando neste link aqui . Tentei postar o vídeo mas a página está expirando... Acho que vale a pena se desterritorializar e reterritorializar virtualmente por mais ou menos dois minutos e experimentar o por do sol aqui de salvador! rs!]

dom quixote

[mini-plantação de cataventos! Casa. Salvador-BA. Set 2007. Foto: Gaia]
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- Os moinhos de vento, Umayma - explica Dom Quixote a sua amada - são para mim, um símbolo permanente. Representam as diferentes etapas da luta que abraçamos neste mundo. Quando estão parados, acabam nossos problemas mas, se se movem, que Deus nos acuda!
- Não te compreendo completamente. É de supor que quando os moinhos param, pára também sua produção de farinha e que quando se movem, temos farinha...
- É certo que não compreendeste. Falo de moinhos de vento e tu, de moinhos.
[ Dom Quixote de la Mancha. Autor: Miguel de Cervantes]
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Porque eu estou plantando cataventos na minha janela.
Ainda são três, mas em breve será um lindo jardim!
Mini-moinhos de vento.
Mini lembranças das lutas quixoteanas.
Viva Cervantes!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

praia


[Praia. Agosto, 2007. Gaia]
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Uma homenagem ao sol que não quis aparecer hoje...

mandacaru com sol

[Mndacaru com sol. Agosto, 2007. Gaia]
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Mais mandacaru!

mandacaru com flor

[Mandacaru com flor. Agosto, 2007. Gaia]
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Para fazer comanhia aos cactos da minha janela.

Ivana

[Ivana. Agoto, 2007. Gaia]
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Essa é a Ivana. Amiga querida que me mostrou um blog lindo que me fez ter vontade de desenhar de novo.

coração

[Coração na mão. Agosto, 2007. Gaia]
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Porque eu tinha esquecido o quanto eu gosto de desenhar... Gosto mesmo!
Então, resolvi testar e postar alguns desenhos aqui enquanto não tenho fotos novas.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

samba de roda


[Samba de roda na Casa da Mãe. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto: Gaia]
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Ah, eu vim de Ilha de Maré minha senhora
Prá fazer samba na lavagem do Bonfim
Saltei na rampa do mercado e segui na direção
Cortejo armado na Igreja da Conceição
Aí de carroça andei, comadre,
Aí de carroça andei, compadre
Ah, quando eu cheguei no Bonfim minha senhora
Da carroça enfeitada eu saltei
Com água, flores e perfumea escada da colina eu lavei
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
[ Ilha de Maré, Walmir Lima]

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Porque é simplesmente fantástico!

Samba de roda, roda de cores, chita, flores

Muito branco e muitas cores

Muita alegria contagiante

Muitos sorrisos em meio a muito suor

Simplesmente lindo


domingo, 26 de agosto de 2007

sol se escondendo

[Encantador fim de tarde no Solar do Unhão. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto Gaia]
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"(...)
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha
(...)"
[Prainha, Mariana Aydar]
Porque cada vez que eu vou lá é sempre como se fosse a primeira vez
E eu não canso nunca
Porque cada por do sol lá é único
Nem palavras nem fotos... nada disso explica

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

céu


[A porta do céu!! Exposição Ficções, de Regina Silveira. Museu Vale do Rio Doce. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]


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"Felicidade se acha em horinhas de descuido"


[João Guimarães Rosa]




sexta-feira, 17 de agosto de 2007

pequenas coisas

[Janela de casa. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto: Gaia]

"O moderno encantamento com "pequenas coisas" [...].

[...] Os franceses tornaram-se mestres das artes de serem felizes entre "pequnas coisas", dentro do espaço de suas quatro paredes, entre o armário e a cama, entre a mesa e a cadeira, entre o cão, o gato e o vaso de flores, dedicando a estas coisas um cuidado e uma ternura que, num mundo em que a rápida industrialização destrói constantemente as coisas de ontem para produzir objetos de hoje, pode até parecer o último recanto puramente humano do mundo."

[ Hannah Arendt. "A condição humana", 2000]

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Porque eu gosto dessas pequenas coisas que os franceses aprenderam a gostar....

Gosto do azul do céu na sexta-feira,

De acordar de manhã, ver os cactos e lembrar da Aline e da Ivana

De mudar constantemente a pose do boneco de madeira e fazê-lo dançar ballet no parapeito da janela

Do colorido da coritna inacabada de miçanga e papel celofone azul, verde e rosa

Gosto como colorem meu dia... mesmo os dias cinzas... se tornam belos!


quarta-feira, 18 de julho de 2007

janela

[Gringas na janela do Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis."

[A um passarinho. Vinícius de Moraes]

luz

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Não haveria luz se não
Fosse a escuridão...
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."
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agradece

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Parede de agradecimentos

a porta do convento

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"... Mas porém se acontece-se de São Pedro não abri-se
A porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arrimina-se
E tu com eu insinti-se
Prá que eu me arresouve-se
E a minha faca puxa-se
E o bucho do céu fura-se
Távez que nós dois fica-se
Távez que nós dois cai-se
E o céu furado arria-se
E as virgem todas fugir-se"
[Ai se sesse, Zé da Luz]

fora do lugar

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Quem disso que existe um lugar certo para todas as coisas?
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meu céu

[Por do sol da minha varanda em Vitória. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque eu sinto falta de namorar a lua da varanda...

vagão

[Valdete no trem. Museu Ferroviário. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom"
[Adeus você, Los Hermanos]

antes do digital...

[Locmotiva no Museu Ferroviário. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Essas coisinhas que faziam as coisas todas funcionarem...

pela janela

[Vitória vista de dentro do Museu Ferroviário. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Eu vejo tudo enquadrado..."

do lado de lá

[Vitória vista da outra margem da Baía. Do Museu Ferroviário. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Da outra margem da Baía,
De dentro pra fora.
Vitória enquadrada na esquadria do museu...

"Pela janela do carro, pela janela do quarto

Quem é ela, quem é ela,

Eu vejo tudo enquadrado.

Remoto controle..."

[Esquadros. Adriana Calcanhoto]


cidade porto

[Vitória vista de Vila Velha. Jul 2007. Foto: Gaia]
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As vezes acho que Vitória é uma dessas cidades invisíveis inventadas por Calvino.
Vista daqui fica a dúvida de ondeacaba o porto onde começa a cidade.
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eu gosto!

férias

[Céu de Por do Sol! Vitória-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque só aqui a bandeira é da cor do céu de por do sol!
Saudade de casa.
Saudade do azul e rosa.

2 de julho

[Pausa no cortejo. Praça da Sé. Salvador-BA. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Boiadeiros descansando no cortejo.

2 de julho

[Independencia da Bahia. Praça da Sé. Salvador-BA. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque lá é diferente.
O dois de julho parece mais importante que o sete de setembro.
E o São João mais importante que o Natal.
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Outras referências...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

mudança

[Casa. Salvador. Março 2007. Foto: Gaia]
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"[...] Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim"
[ "Primeiro Andar", Rodrigo Amarante]
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Despedida da primeira casa de Salvador...
Amanhã casa nova.

domingo, 24 de junho de 2007

inverno


[Cristo, Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]

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Céu de domingo, sem photoshop.
3° dia do inverno de Salvador!

sábado, 16 de junho de 2007

clown

[Artista no Goethe Café. Feira Hype todo sábado! Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]
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"parem
eu confesso
sou poeta
cada manhã que nasce
me nasce
uma rosa na face"
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[08, Leminski ]
Feira Hype. Bonito, diferente, clowns, cordel, feijoada, DJ, todo sábado!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

diariamente

[ Paisagem cotidiana. Casa, Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]
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"Os livros na estante já não têm mais tanta importância
Do muito que eu li, do pouco que sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei..."
["Mesagem de Amor", não sei se é do
Herbert Viana ou do Lucas Santtana...]

domingo, 10 de junho de 2007

azul

[Salvador. Abril 2007. Foto: Gaia]
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se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
[Se, Leminski]
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um céu azul em homenagem aos dias cinzas do final de semana...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

da janela

[meu jardim. casa. Salvador. Maio 2007. Foto: Gaia]
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Enquanto espero a frente fria passar...


terça-feira, 24 de abril de 2007

Dica de Filme

Aproveitando que estou na Bahia, nada mais justo do que fazer propaganda do filme "Ó paí ó". Assisti semana passada. É para rir e chorar de tão vivo...

domingo, 22 de abril de 2007

peixes africanos

[Peixinhos do tecido no Benin. Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto:Gaia]

novos resquícios da memória

[Cruz caída onde um dia foi a Igreja da Sé. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

tabuleiro de xadrez

[A Bruna de guarda-chuva rosa tirando foto no Campo Grande. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

branco

[Balaustres no Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

sábado, 14 de abril de 2007

arco-íris

[Sol com chuva, casamento de viúva. Santo Antônio Além do Carmo. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

céu barroco

[Fim de uma tarde cinzenta. Baia de Todos os Santos. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

tecidos coloridos

[Intervenção da Lina. Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2006. Foto: Gaia]