segunda-feira, 2 de novembro de 2009

maremoto


[Lá onde o vento faz a curva... Vitória-ES. Out 2009. Foto: Gaia]
Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar
["Cais", Caetano Veloso. Composição: Milton Nascimento/Ronaldo Bastos]
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Hora de lançar-se de novo ao mar
De assumir os tempos líquidos, de assumir as escolhas e remar em direção aos sonhos.

sábado, 22 de agosto de 2009

minha rosa

[casa. Vix. Agosto, 2009. Foto: Gaia]
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"Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom..
."
[ Essa moça tá diferente, Chico]

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

7 meses

[arquitetando... Agosto, 2009. Vix. Foto: Gaia]
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"Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...
."
[Tatuagem, Chico]
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E o tempo passou....e não para de passar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

2º tempo

[Vix. Casa. Da varanda. Jul 09. Foto: Gaia]
"Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito...
Eu vou...... porque não?..."
[Alegria, alegria. Caetano]

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e vamos chegando... 2009 parte II !
recomeços
finalizações
continuidade

sai da frente que atrás vem gente! e vem em dobro!

welcome last six months of the year.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

estréia

[mini-roupas penduradas no varal. Vix-ES.  Maio, 2008. Foto: Gaia]  
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"(...) na minha opinião, ser mãe não é uma opção. 
É um degrau que a pessoa tem que pisar se quiser caminhar pra frente.
De repente, é você em casa com seu filho. 
Você igual a todas as mulheres do mundo. 
Não é mais bonita, mais feia, não tem a bunda mais não sei o quê. 
É mulher, mãe, que cuida da casa, passa roupa, faz comida, que troca fralda igual sua mãe trocou, igual sua avó. Nesse momento você vai ver o quanto essa mulher é mulher. 
A maternidade é uma oportunidade para a mulher se desenvolver. "

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Sem pieguices e sem concordar com outros trechos da entrevista de Maria Mariana, tenho pensado muito que se as pessoas tivessem mais filhos o mundo seria melhor, mais cheio de amor, mais cheio de compaixão e respeito. Impossivel não ser. 
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Primeiro dia das mães de mãe!
Porque nem me lembro mais de como era antes... 
Como se ela sempre estivesse estado aqui! 
Feliz! Muito feliz!

terça-feira, 21 de abril de 2009

corações ao mar

[Grafite do Limpo. Salvador-BA. Maio 2008]
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"[...] Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro..."

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["Cantinho escondido", Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Cézar Mendes]
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Postando foto antiga que ficou pelo caminho esquecida.
Não sei se ainda está lá, mas era um grafite do Limpo com outro grafiteiro que esqueci o nome mas que espalha corações pela cidade... Na Barra, em frente ao mar, uma sereia arranca cabeças e corações pulsam freneticamente.... 
Touché! 

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

[Guimarães Rosa]

terça-feira, 24 de março de 2009


Vila Brandão 69 anos de [R]existência from anapi on Vimeo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

2009

[jan. 2009]
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Bem-vinda a vida Sofia!
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sábado, 10 de janeiro de 2009

waiting sofia

[Gaia e Sofia.  Vix-ES. Dez 2008]
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"A tua presença
Entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença (...)"

["A tua presença morena", Caetano Veloso]
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Porque 2009 será o ano dela... e todos os anos que  virão depois... serão todos dela. Cheios da presença dela. 


domingo, 9 de novembro de 2008

novembro já

[Santuário de Santo Antônio. Vitória-ES. Out 2008. Foto Gaia]
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"E por falar em saudade,
Onde anda você,
Onde anda seus olhos que a gente não vê"
["Onde anda você", Vinícius de Moraes]
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Porque o céu daqui chega até lá...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

home sweet home...

[caranguejada na casa do Lhéo. Vix-ES. Set 2008. Foto: Gaia]
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"Voltar quase sempre é partir
Para um outro lugar..."
["Samba do Amor", Paulinho da Viola]

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Porque é bom se sentir em casa de novo!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

pedra

[pedra e fluxo. edifício no Campo Grande. Salvador-BA. 2007. Foto: Gaia]
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"A geografia da cidade moderna assim como a tecnologia mais avançada põem em relevo problemas já estratificados na sociedade ocidental, ao imaginar espalos alternativos em que um corpo humano poderia estar atento a outros. A tela do computador, os bairros isolados da periferia são consequencias espaciais de problemas que até então insolúveis nas ruas, quarteirões, igrejas e auditórios, em casas e pátios, locais de aglomeração - velhas construções de pedra que ainda forçavam as pessoas a se tocarem, mas que se demontraram inúteis quando se tratou de despertar a atenção prometida pela gravura de Hogarth à carne".
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"Em meio a muitas revisões que a morte impõe à mente dos que sobrevivem, e particularmente a forma de sua morte, me fizeram pensar sobre a observação de Wittgenstein, contestadora da importância que os espaços construídos têm para os corpos em sofrimento. 'Por conhecermos o lugar da dor', pergunta Wittegenstein, 'podemos situá-la no espaço, definir a que distância das paredes e do chão da sala ela se manifesta?... "
[Richard Sennett, Carne e Pedra: O corpo e a cidade na civilização ocidental, 1994]
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Entre carne, pedra e fluxos ando por aí tentando achar a alma...

terça-feira, 8 de abril de 2008

pele

[mascarados de Roda D'Água. Cariacica-ES. Março, 2008. Foto: Gaia]
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"À propósito da pele - fronteira última e primeira - é a única que não podemos transpor. Ela é a maior fronteira que pode existir porque esta não podemos absolutamente cruzá-la. Podemos ultrapassar-nos, mas não ultrapassamo-nos. A pele contêm-nos de tal modo que é a partir dela que começamos a existir. É ela que nos denota e nos contorna, é através desta fronteira de carne e pêlos que nos recortamos das paisagens, evidenciando nossa presença no mundo. Assim penso, portanto, que os corpos desenham as cidades, são eles que as revelam e as tornam vivas, múltiplas, imprecisas. Os corpos desnorteiam a urbe. Transformam as cidades em ideias incapturáveis, porque as tornam móveis, as tornam muitas. "

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Porque o carnaval de congo de Roda D'água não me sai da cabeça... em breve escrevo sobre isso... tá em gestação...

domingo, 6 de abril de 2008

1969

[Beatles tocando no telhado da Apple 1969. ICBA, Salvador-BA. Abril 2008. Foto: Gaia]

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"- Filho ou marido?

- Filho.

- Marido ou família?

- Ãhn?

- Família dessas normais que apesar de tudo sempre te apóia. E marido que não quer saber do seu filho...

- Família, claro.

- Família né?

- É.

- Então tá.

(....)


- É, acho que também escolheria família.

- Porque marido você arruma outro!

- É? Eu ia falar que marido um dia te larga! rs!

- Não... você arruma outro.

- Um dia ainda penso assim!"

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"all I want is you
Everything has got to bejust like you want it to "

[Beatles]

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Porque hoje os Beatles tocaram no telhado do ICBA depois de um diálogo esquisito com uma moça que me parou no corredor!

Porque os Irmão da bailarina tocaram um rockprogressivopóspunk cheio de Radiohead, Nirvana, e otras cositas mas!

Porque foi um dia bom!



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Penha

[Procissão. Banda de Congo Unidos de Boa Vista. Roda D'Água, Cariacica-ES. Março 2008. Foto: Gaia]
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"Iáiá você vai a Penha?
Me leva ô, me leva"
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Festa da Penha, 31 de março de 2008.
Porque quem não pode ir ao convento inventa uma forma de trazaer o convento pra perto. Coloca roupa de festa, costurada com o maior capricho, segura o instrumento com gosto e sai de casa para cumprir sua obrigação. Suja os pés de lama e sem escorregar prossegue seu canto. Porque é bonito ver isso de perto. É mais bonito fazer parte disso...É bonito voltar pra casa para ver isso. E é mais bonito ainda levar isso junto na hora de ir embora..
"me leva ô, me leva..."
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terça-feira, 11 de março de 2008

festa

[queridos! Salvador-BA. 10 de Março de 2008. Foto: lili]
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"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."
["Procura-se um amigo" Vinicius de Moraes]
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Texto ja conhecido do Vinicius, mas hoje não poderia postar outra coisa!
Porque ontem foi dia de festas e eles todos (presentes e não presentes) estiveram aqui comigo.
Dia de sol, mar, ilha, papo e por do sol!
Noite de crepe, sushi, livros, chocolates, cerveja, vela, papo e sorrisos!
Perfeitamente perfeitinho!
Amo

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

zero um

[Zero um bar. Recife-PE. Set 2007. Foto: Gaia]
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moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia
[Leminski]
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um brinde à poesia e um brinde à boemia porque hoje é lua cheia!
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

maré

[maré cheia! Porto de Galinhas-PE. Fev 2008. Foto: Gaia]
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“Você nota que apesar do seu mal estar é notável o seu viço. E, novamente, você conjectura: sabe-se lá se ela vai conseguir desta vez. Isso nem ela sabe. Só o que sabe é que esta é a única chance de criar, para os afetos daquele encontro, um plano de consistência que lhe permita expandir e irrigar sua existência –não só amorosa. Sabe também que, mesmo que consiga criar esse plano, isso não significa que finalmente terá encontrado sossego. Seu corpo sempre estará fazendo novos encontros, novos afetos estarão sempre surgindo e, mais cedo ou mais tarde, o plano, feito dos afetos do encontro atual, não funcionará mais como campo magnético, gerador de força para a vida. E quando isso acontecer, o plano simplesmente, terá perdido razão de ser. Ele terá gorado e ela de novo estará sendo arrastada para outro lugar. Desensimesmada, dessubjetivada, desterritorializada. À procura, mais uma vez, de matéria de expressão por meio da qual existir.”
[ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. –Porto Alegre: Sulinas; Editora da UFRGS, 2007]
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Porque já é quase março... Hora de refazer os planos. Amarrar alguns fios, tecer novas estradas, acalmar o coração e contruir novos territórios. Feliz, sempre feliz!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

quarta-feira de cinzas...

[carnaval. Fev 2008. Recife. Foto: Gaia]
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"Pra tudo se acabar na quarta-feira..."

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Porque não vai acabar na quarta-feira não! Não vai acabar nunca mais... Ficará pra sempre comigo. Amo!


Sobre viagens, Ulisses e Penélopes...

[moça partindo ou chegando... Aeroporto de Recife. Fev 2008. Foto: Gaia]
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"Na verdade, em suas viagens, Ulissses nunca se desterritorializa: é sempre e somente na secreta terra firme que feita do incessante lamento de Penélope que ele caminha... Penélope e Ulisses somos todos -em diferentes matizes, a cada momento....
...Na verdade, o que não suportamos é a estridência desses sons inarticulados. É o 'nada mais daquilo tudo'. O que não suportamos é que somos um pouco Penélopes, um pouco Ulisses, um pouco máqunias celibatárias, um pouco replicantes... e um pouco nada mais daquilo tudo.
E no entanto, nos momentos em que, desavisados, conseguimos suportá-lo, descobrimos com certo alívio que, do convívio desencontrado dessas figuras, destila-se já uma nova suavidade."
["Uma nova suavidade?" Félix Guattari - Suely Rolnik. Micropolítica - Cartografias do Desejo]

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Volto mais uma vez... partindo e re-partindo pedaços de mim por aí... Penso na vida, espero o vôo e deparo-me com Penélope e Ulisses no aeroporto. Tinha esquecido suas histórias. Na verdade nem sei se um dia soube delas... Mas Penélope vivia a tecer a espera de Ulisses que vivia a viajar. Ela tem medo de partir, ele tem medo de ficar, mas ainda assim, isso é o que os mantém. A certeza da volta dele, a certeza da espera dela... Alguns vôos decolam, outros aterrissam, e de repente eu já não sei mais... "Penélope e Ulisses somos todos nós". Penso o que ela quis dizer com isso e não consigo mais reponder se Penélope ou Ulisses... Mais pra Ulisses com ataques de Penélope talvez... Ou uma Penélope querendo ser Ulisses... talvez seja só uma fraqueza que passa. Talvez seja a incerteza da nova suaviade... aparentemente tão distante ainda que desejada... Hora do embarque. Decolar mais uma vez. Levantar voô. Talvez encontre na imensidão do céu um lugar, um intermezzo onde possam ter um final feliz todos os Ulisses e Penélopes...

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"foi a saudade que me trouxe pelo braço..."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

borboleteando...

[borboletando... Desenho meu perdido no computador daqui de casa. Vitória. 2006]
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Férias em casa... Revirar o baú de coisas esquecidas.
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Borboletas na alma... Feliz, muito feliz por voltar. Feliz, muito feliz por partir novamente. Feliz, muito feliz por poder ir e vir sempre e ser sempre bem-vinda.
Amo!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

2008

[amigos felizes! Vitória-ES. Dez2007/Jan2008. Foto: Gaia]
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tim tim!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Post de fim de ano

[luzes do Natal... Praia de Camburi. Vitória-ES. Dez 2007. Foto: Gaia]



“Leros e leros
Traga branco o seu sorriso
Em que rua
Em que cidade
Eu fui mais feliz?”


[Sérgio Sampaio]


Fim de ano com Sérgio Sampaio na cabeça. Bom terminar assim! Cheio de marginalidade! Amo sua poesia! E para 2008 quero muito mais de tudo isso. Não faço novas promessas. Anseio por novas surpresas! Não quero consertar os estrago, nem evitar novos erros. São eles minhas cicatrizes, não minhas feridas. São parte de mim e de minhas escolhas. Só quero seguir continuando e correndo todos os riscos de que se corre quando se vive.

“Suje os pés na lama
E venha conversar comigo”


[Sérgio Sampaio]


Feliz 2008!!!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

madrugada

[Ladeira da Misericórdia com o Elevador Lacerda azul ao fundo. Salvador-BA. Nov 2007. Foto:Gaia]
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"Saia de casa menina perca o medo do escuro
Caia na madrugada, caia na madrugada
Saia de casa menina perca o medo do escuro
Caia na madrugada, caia na madrugada
Caia na madruga ê, caia na madruga
Caia na madruga ê, caia na madruga
Em fevereiro, pierrots e colombinas
Babilonia escolhida vai mostrar o que sou eu
Até que de repente tudo vira absurdo
Tudo salta sobre o mundo e o mundo fica sober a gente
E se de repente a gente fica sobre o mundo
O mundo passa em um segundo
O munda passa e passa a frente
Caia na madrugada"
[Caia na madrugada, Lampirônicos]
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Porque hoje é dia de despedir de Salvador para retornar ano que vem.
Parte de mim quer ficar, outra parte quer ir, e mais saudades espalhadas por muitos cantos do país.
Porque agora eu nado até os barcos ancorados no Porto da Barra e fico pensando que devia ter feito isso antes
E para o ano já programo ver o pôr do sol de lá todos os dias
Porque os lugares que não me diziam nada quando cheguei tagarelam mais que nunca agora na hora de ir embora... são meus!
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Bora pra mais um ano inesquecível?


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

vertical

[janela da priscila. 20º andar. Barra, Salvador-BA. Nov 2007. Foto: Gaia]
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Porque nem só de por do sol, praia e antigos casarões Salvador se faz.
"A cidade não para a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce"
[Nação Zumbi]

sábado, 10 de novembro de 2007

segunda-feira

[por do sol na Baía de Todos os Santos. Salvador-BA. Set 2007. Foto: Gaia]
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"Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar"
[" Timoneiro", Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho]

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É por isso que eu quero que dezembro chegue logo cheio de férias! É lindo demais voltar de Itaparica no pôr do sol em plena segunda-feira!

Amo!


sexta-feira, 9 de novembro de 2007

dezembro

[foto antiga de um dezembro de quase 3 anos atrás... Pirinópolis-GO. Dez 2004. Foto: Gaia]
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Pensar em tudo que se passou,
Que se pôde sonhar e não realizou
A vida tentando escapar,
Mas não por agora
Ao mesmo tempo tanta coisa se amou,
Se refez, se perdeu, se conquistou,
Retratos estampados do nosso amor,
Em preto e branco, pregados na parede,
Revelando pra sempre a gente,
Nosso orgulho um do outro,
Olhando pra lente como quem dissesse"não queremos mais nada nesse mundo"
E que me lembrasse a cada instante
Que valeu a pena cada lance,
E que valerá, tenha certeza, pra toda a vida
Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar
[...]
["Vou te levar". Lobão]
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Porque hoje teve show do Lobão e eu nem sou tão fã dele assim... Mas foi muito bom!
Porque quando eu estava na 4ª série eu aprendi a cantar "chove lá fora e aqui faz tanto frio....". Não lembro de ter cantado ela em nenhum evento da escola, mas lembro bem de ter ensaiado... Eu tinha 10 anos e achava lindo!
Porque só por hj eu quero ter 10 anos novamente e não pensar no Guy Debord e no seu epetáculo! Dane-se o espetáculo!
Porque hoje pouco me importa se o Lobão foi cooptado pelo mercado! Não quero pensar nisso hoje...
Pouco me importa se ele hoje tocou Raulllllll!!! Eu até gosto do Raul...
Porque hoje eu não quero me preocupar com as revoluções que nunca acontecem, nem com os homens lentos...
Hoje quero só lembrar do show do Lobão... E pronto. Por hoje isso basta...
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E que chegue logo dezembro cheio de férias e visitas!!!!

caixa d'água

[Por do sol no Passeio Público, no Campo Grande. Salvador-BA. Out 2007. Foto: Gaia]
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vizinho

[meu vizinho. Salvador-BA. Out 2007. Foto: Gaia]
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Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é a minha lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais... depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já comprei
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando to a fim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...Agora eu sei
["Coisa que eu sei". Danni Carlos]
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Música de novela pode ser coisa brega... mas as vezes cai bem!
Gostei.
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Esse aí da foto é meu vizinho que as vezes inventa de ficar bisbillhotando a vida alheia!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

azul!

[Baía de Todos os Santos! Vista do Forte de Monte Serrat. Salvador-BA. Nov 2007. Foto: Gaia]
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"E eu digo cá entre nós,
Deixa o verão pra mais tarde...."
["Deixa o verão". Los Hermanos]
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Porque eu quero que novembro passe logo e o verão só chegue em dezembro.
Foto que eu amo, só para atualizr o blog.
Daqui a pouco passa a correria!
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Dona Lina

[entardecer no outeiro. Porto de Galinhas-PE. Setembro 2007. Foto: Gaia]
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"Eu nunca quis ser jovem. O que eu queria era ter história. Com vinte e cinco anos queria escerver memórias, mas não tinha matéria"

[Lina Bo Bardi]

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Porque eu amo ter histórias e amo as histórias da Lina. Amo como ela transforma em forma as histórias...

Leitura indispensável: Lina Bo Bardi. Sutis substâncias da arquitetura Olivia de Oliveira. Abilio Guerra; Silvana Romano Santos (coords)Romano Guerra Editora, São Paulo; Editorial Gustavo Gili, Barcelona, 1ª edição, 2006

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Sempre é bom voltar a Recife! Sempre é bom trazer na mala histórias novas de lá...


domingo, 14 de outubro de 2007

tanta falta

[céu de chegada em casa! Salvador, BA. Outubro 2007. Foto: Gaia]
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Olá, como vai
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...
Qual, não tem de que
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo, talvez
Nos vejamos, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Tanto coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa rapidamente
Pra semana...
O sinal...
Eu procuro você...
Vai abrir!!!
Vai abrir!!!
Eu prometo, não esqueço, não esqueço
Por favor, não esqueça
Adeus...
Adeus...
["Sinal Fechado", Paulinho da Viola]

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Porque é bom ter duas casas pra voltar, mas sempre falta um pedaço... O tempo nunca dá pra matar todas as saudades, colocar todas as conversas em dia, encontrar todas as pessoas. Sempre fica faltando um pedaço... E sempre "sobra tanta falta".

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

saudade


[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]

[Olinda! PE. Maio, 2003. Foto: Gaia]




23/05/2005 20:43



"[...] voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço [...]"



Não... não voltei a Recife ainda... tem mais de um ano... Mas espero voltar o mais rápido possível! Lugarzinho mágico esse, de lembranças tão inesquecíveis e tão paupáveis que quase posso tocá-las... sentir o cheiro... ouvir os sons... é só fechar os olhos que volto pra lá.... atravesso as pontes sobre o Rio Capiberibe, paro no Marco Zero, rodopio nas cirandas, maracatus e cocos, como tapioca no centro, termino a noite no pátio de São Pedro e amanheço na praia de Calhetas... Tudo isso num piscar de olhos... Recife é assim... Te envolve de tal forma que nunca mais te larga! Saudades daquela terra e daquele povo acolhedor...



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Essa fotinho foi tirada em Olinda quando fui lá em 2003 numa viagem de estudo da faculade. A foto não tá tão boa assim pq ainda não é da época da máquina digital.... Cenas como essa só acontecem mesmo lá... lindas leves loucas





rosa

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]

[Casinha de bonecas! Favela Monte Alegre. Ribeirão Preto-SP. Março 2005. Foto: Gaia]

11/05/2005 19:39


"[...] E flutuou no ar como se fosse sábado [...]"





Essa foto é mais uma da minha série SP... Me empolguei com essa história de tirar fotos e até que de vez em quando saem umas fotos legais! Essa foto eu amo! Foi tirada em Ribeirão Preto, mais precisamente na favela Monte Alegre. E mais precisamente ainda na frente da casinha de bonecas que estavamos trabalhando para concluir! O que antes era um banheirinho abandonado foi transformado em lugar de sonho! Participei desse atelier de elaboração e execução de uma área de lazer para as crianças da comunidade e foram dias especiais, inesquecíveis, em contato com muita gente linda, e muito rica! Rica em eperiência, em conhecimento, em afeto, em humildade, ricas de vida! Foram momentos preciosos e impagáveis!





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ilha

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Ilha das Caieiras. Vitória-ES. Foto: Gaia]

13/05/2005 12:01"

[...] esse lugar é uma maravilha, mas como é que faz pra sair da ilha? [...]"


Voltando um pouquinho pra casa essa foto é daqui da Ilha... de Vitória. Mais precisamente do deck da Ilha das Caieiras! Lugarzinho gostoso demais! Sempre que posso paro lá com os amigos pra ver o por-do-sol, depois de comer uma mariscada deliciosa! Gosto disso em Vitória... dessas situaçõezinhas, dessas sutilezas... Acho que sútil seria uma boa palavra pra descrever essa cidade... discreta... meio tímida, que não se mostrar assim de graça pra qualquer um que chega...


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Essa é mais uma foto da minha série de prediletas .... Os meninos da Ilha se exibindo quando me viram chegando com a máquina... Um querendo pular mais alto que o outro, ou dar a cambalhota mais espetacular que o outro! Essa liberdade, essa paisagem, esse céu! Só Vitória mesmo... Sou apaixonada por isso!

silencio

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Tafi del Valle. Tucuman, Argentina. Outubro, 2004. Foto: Gaia]

12/05/2005 16:22

"[...] deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar... rir pra não chorar [...]"

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Frase mais utilizada na viagem: "no compreendo!"! Essa foto foi tirada em Tafi del Valle, cidadezinha que mais parece cenário de faroeste (tem até cacto gigante!) a não ser pelo clima friozinho e por essa vista maravilhosa das pré-cordilheiras!



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Na foto, (da minha coleção de fotos preferidas!) parece que o tempo parou... é exatamente este o clima de lá... Uma cidadezinha perdida no tempo... longe do barulho da cidade... longe de tudo... Se você quiser se esconder um dia vá pra lá!

cana

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Bar do Zé Goleiro. Ribeirão Preto, SP. Março, 2005. Foto: Gaia]

06/06/2005 19:49
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"[...] hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos [...]"
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Cana! Tudo em volta virou cana... cana para todos os lados!!! A única pista de que existe alguma coisa além da cana é a estradinha de terra que corta o canavial. Bifurcações sem placas... só cana e silêncio! De repente um brilho intenso...era a lua... linda... cheia! Linda lua cheia... De repente mais luzes... não tão belas [mais para amarelas... não brilhavam tanto quanto à lua...] e um zumbido, um cochicho... um ruído anuncia que tem gente por perto... Quando tudo parecia ser cana surge uma clareira ... e uma casinha! Inacreditável! Uma mercearia... uma vendinha... daquelas fazendas bem antigas... na época dos engenhos ainda... onde se vende de tudo! Onde todos costumavam se reunir no fim do dia, onde todos comemoraram uma notícia boa e onde todos choraram a perda de um ente querido... O Bar do Zé Goleiro... Que se chama assim pq o dono é o Zé que realmente era goleiro e se casou com a filha do dono da venda, e hoje é o dono do bar! Mágica! As panelas penduradas no teto, a madeira escura dos móveis, o friozinho da noite gelada, a moda de viola do cantador de madrugada... Mágica... No dia seguinte, acordar e se perguntar: é real? * * * * * * * * Na fotinho a mulher do Zé Goleiro... parece que ela sempre esteve alí... naquele lugar... congelada naquela posição... com a mesma expressão... esperando por alguma coisa... a vida toda...



* * * * * * * * * *

Zé Goleiro, Ribeirão Preto- SP março, 2005

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Mais um desses momentos inesquecíveis...

aldeia

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Aldeia Olho D'água antes de ser destruída na retomada de posse pela Aracruz Celulose. Aracruz-ES. Junho 2005. Fotos: Gaia]
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26/06/2005 23:42"[...] o tempo rodou num instantes, nas voltas do meu coração[...]"


O tempo tem passado tão batido ultimamente que nem dá tempo de respirar as vezes... Quando vc se dá conta ele já passou e vc não viu... Mas descobri que não são em todos os lugares que o tempo passa tão rápido assim... Por mais inusitado que pareça descobri/senti isso semana passada, numa clareira no meio de um eucaliptal, acompanhando e ajudando na construção de uma nova aldeia indigena... 2horas lá na aldeia são 2 horas de verdade... não são 5 minutos... e vc vê passar... vc sente passar, vc escuta passar. E dá tempo pra tudo... até para parar! Fiquei pensando na mágica daquele lugar... Pensando em que parte da estrada eu passei pelo portal invisivel que me levou para um mundo paralelo onde as horas e os minutos são tão maiores...? Não descobri até agora... mas provavelmente passei de volta por ele e saí desse mundinho no caminho pra casa. De novo, as horas estão voando, os dias estão passando, mas quando tudo parece devorar o tempo, eu paro, respiro, lembro do por do sol no retrovisor do carro, do som dos tambores na casa de reza, da roda girando na dança na aldeia... e por um minuto posso sentir/ouvir/ver os 60 segundos passando lentamente... E depois (como se tevessem que recuperar a lerdeza desse último segundo que acabou de passar) correrem novamente, desesperadamente!


* * * * * * * *


No fim da tarde, para celebrar mais um dia de trabalho, música e dança! A indiazinha de saia rosa para um segundo e volta para fazer a roda girar. pausa e movimento compõem a mesma cena, tudo junto ao mesmo tempo agora!


* * * * * * *


Aracruz-ES, junho de 2005

Foto e montagem minhas em visita à Nova Aldeia indigena em Aracruz... Uma aldeia de todas as tribos, Tupis e Guaranis, unidos em torno da luta pela terra...

domingo, 7 de outubro de 2007

itaparica

[Ilha de Itaparica, Salvador-BA. Setembro, 2007. Foto: Gaia]
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Amores são águas doces
Paixões são águas salgadas
Queria que a vida fosse
Essas águas misturadas [...]
["Memóra das Águas", (Roberto Mendes/Jorge Portugal)]
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Toda segunda-feira podia ser assim!! Prainha quase deserta, todinha pra mim na Ilha de Itaparica...

Jazz

[luzes da Gamboa de Baixo, Salvador-BA. Setembro 2007. Foto: Gaia]
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São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida.
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.
Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.
[Soneto do Corifeu. Vinicius de Moraes]

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Foto tirada na Jam session que acontece todo sábado no MAM... Mistura perfeita de Jazz + noite + luzes (das estrelas ou da cidade). E Vinicius.... o poeta da noite...

Música especial essa...

sábado, 15 de setembro de 2007

leveza

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]



[Favela Monte Alegre, Ribeirão Preto-SP. Março 2005. ]
22/11/2005 09:55
Qual o peso da leveza?

”Cada vez que o reino humano me parece condenado ao peso, digo para mim mesmo que à maneira de Perseu eu devia voar para outro espaço. Não se trata absolutamente de fuga para o sonho irracional. Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, que preciso considerar o mundo sob uma outra ótica, outra lógica, outros meios de conhecimento e controle. As imagens de leveza que busco não devem, em contato com a realidade presente e futura, dissolver-se como sonhos...” (Ítalo Calvino, “Seis propostas para o próximo milênio”)

estátua

[ Este post estava no fotolog antigo. Estou repassando todos os posts para cá.]
[Centro de Vitória-ES. Dez 2005. Foto: Gaia]
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01/06/2006 14:37

"tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei... Pra você correr macio"

Observava a cidade sempre do mesmo lugar. Sempre estática. Mal sabiam que dalí estivera a algum tempo atrás, mais perto de tudo que qualquer outro. Países passavam na sua frente. Diversas cores, diversos idiomas, diversas histórias. Podia dali ter acesso a isso tudo. Daquele lugar enxergava o mundo! Uma cidade que ia e vinha... flutuando. Hoje ainda guarda algumas histórias. Ainda hoje os navios continuam a ir e vir.... Mas sabe que hoje o mar é muito grande... e muito longe. Hoje, sabe que a velocidade da luz aproxima o mundo... e o mar, embora líquido, embora flúido, é assim mesmo muito grande. O tempo dele é outro... É o tempo dos deuses, das sereias, dos mosntros marinhos... Não esse tempo do "agora", do instantaneo, do "tempo real". Tempo real... não seria todo tempo real?? Dali, estática, parada, ainda hoje continua a ver as pessoas que passam, que param, que vão, e algumas até voltam. Continua a ver os carros, os ônibus, a hora que tudo isso para e a rua fica tão estática quanto ela, ainda que o tempo continue a correr, pois ele não depende mais de nada... Dali, daquele lugar, estática, parada, ela sobrevive... Pois seu tempo é outro... É o tempo de quem tem tempo...

serra do navio

Vou postar uma série de fotos e textos que estavam no fotolog antigo para concentrar todos nesse aqui. Essa é a primeira.
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[Ferovia que une Porto Grande a Serra do Navio. Amapá. Fev 2006. Foto: Gaia]
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"pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela... eu vejo tudo enquadrado...".




22/06/2006 21:38



O trem parte. Começa a viagem. A paisagem passa rapidamente pela janela e não muda muito. A ferrovia parece cortar delicadamente a floresta. Parece pedir licença para passar... Parece fazer reverência. Mas estranhamente, ela, a floresta, não deixa que passem insensevelmente por ela. Ela exige atençao. Exige que se perceba que ao contrário da delicadeza de hoje, a algum tempo atrás, o trabalo de construir a ferrovia exigiu muita força e sacrifício. Tanto dos homens quanto dela, da floresta. Sensação estranha. Um misto de admiração com pesar. Como um canto lindo e triste... O ar se mostra ainda mais pesado do que de costume. Na velocidade do trem o tempo vai passando pela janela... Mas o tempo que passa por ela não é o de agora. O tempo que passa na janela do trem trás lembranças de longe... Não sei se isso é mérito do trem ou da floresta, mas a mãe, com uma foto na mão, sorri e mostra a imagem da da filha que foi para São Paulo e nunca mais voltou... A velha senhora, uma índia com os cabelos longos e grisalhos amarrados em um coque, lembra do tempo em que a cidade era próspera e que hoje estagnou. Mas não são só as lembranças do passado que a janela do trem trás de volta. Ela trás também as lembranças do que ainda não veio... Trás o desejo do marido de que as coisas vão melhorar e de que a cidade vai voltar a crescer. Trás até o desejo do rapaz de que a rodovia fique pronta para quee o trem passe a ser apenas mais uma alternativa. Quando o trem para o tempo do passado e o tempo do futuro também param e retorna o tempo do presente. Um tempo com uma cara estranha. Com a cara de uma estação improvisada. Com a cara de um barraco de madeira no meio do nada. Nada? Não... Isso seria uma ofensa! A estação está no meio dela. No meio da floresta. E como se fossem seres mágicos eles começam a descer e saem do trem com uma agilidade mágica, carregando em uma mão um filho, no colo o outro, nas costas a bagagem, e somem. Somem no meio da floresta. Simplesmente somem. O trem parte e depois de alguns instantes desse tempo sem tempo de futuro e de passado que tornam a passar pela moldura da janela ele volta e o trem para. Retorna o presente. Outra estação. Quase igual. E novamente, reapidamente, agilmente, esses seres da floresta somem. Para onde vão? Para casa. Uma casa lá longe... Onde a vida é tão outra e tão distante que eles simplesmente partem. E fica a sensação de que eles nunca nem existiram... Fica a sensação de que todo esse mundo surreal que se esconde no meio da floresta é feito de nuvem... Como aquelas lembranças distantes da infância, que depois de tanto tempo são impossíveis de se ter certeza se foram reais ou não. Como a própria janela do trem, que em meio a tantas lembranças e tantos desejos torna o próprio ar da floresta do presente mais leve... Ainda que seu peso continue o mesmo...



domingo, 2 de setembro de 2007

horizonte distante

[Por-do-sol de domingo. Porto da Barra. Salvador-BA. Set 2007. Foto: Gaia]
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Por onde vou guiar
O olhar que não exerga mais
Dá-me luz, ó deus do tempo
Nesse momento menor
Pr'eu saber seu redor
A gente quer ver
Horizonte distante
A gente quer ver
Horizonte distante
Aprumar
[...]
[ Los Hermanos - Horizonte Distante Marcelo Camelo ]
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Porque hoje o por do sol recebeu as palmas da praia toda!
Belo fim de domingo, belo início de semana.
Energia de sobra para alcançar todos os horizontes distantes.
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[Ontem o por do sol também estava lindo e de tão bonito eu fiz um vídeo que pode ser visto clicando neste link aqui . Tentei postar o vídeo mas a página está expirando... Acho que vale a pena se desterritorializar e reterritorializar virtualmente por mais ou menos dois minutos e experimentar o por do sol aqui de salvador! rs!]

dom quixote

[mini-plantação de cataventos! Casa. Salvador-BA. Set 2007. Foto: Gaia]
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- Os moinhos de vento, Umayma - explica Dom Quixote a sua amada - são para mim, um símbolo permanente. Representam as diferentes etapas da luta que abraçamos neste mundo. Quando estão parados, acabam nossos problemas mas, se se movem, que Deus nos acuda!
- Não te compreendo completamente. É de supor que quando os moinhos param, pára também sua produção de farinha e que quando se movem, temos farinha...
- É certo que não compreendeste. Falo de moinhos de vento e tu, de moinhos.
[ Dom Quixote de la Mancha. Autor: Miguel de Cervantes]
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Porque eu estou plantando cataventos na minha janela.
Ainda são três, mas em breve será um lindo jardim!
Mini-moinhos de vento.
Mini lembranças das lutas quixoteanas.
Viva Cervantes!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

praia


[Praia. Agosto, 2007. Gaia]
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Uma homenagem ao sol que não quis aparecer hoje...

mandacaru com sol

[Mndacaru com sol. Agosto, 2007. Gaia]
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Mais mandacaru!

mandacaru com flor

[Mandacaru com flor. Agosto, 2007. Gaia]
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Para fazer comanhia aos cactos da minha janela.

Ivana

[Ivana. Agoto, 2007. Gaia]
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Essa é a Ivana. Amiga querida que me mostrou um blog lindo que me fez ter vontade de desenhar de novo.

coração

[Coração na mão. Agosto, 2007. Gaia]
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Porque eu tinha esquecido o quanto eu gosto de desenhar... Gosto mesmo!
Então, resolvi testar e postar alguns desenhos aqui enquanto não tenho fotos novas.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

samba de roda


[Samba de roda na Casa da Mãe. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto: Gaia]
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Ah, eu vim de Ilha de Maré minha senhora
Prá fazer samba na lavagem do Bonfim
Saltei na rampa do mercado e segui na direção
Cortejo armado na Igreja da Conceição
Aí de carroça andei, comadre,
Aí de carroça andei, compadre
Ah, quando eu cheguei no Bonfim minha senhora
Da carroça enfeitada eu saltei
Com água, flores e perfumea escada da colina eu lavei
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
[ Ilha de Maré, Walmir Lima]

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Porque é simplesmente fantástico!

Samba de roda, roda de cores, chita, flores

Muito branco e muitas cores

Muita alegria contagiante

Muitos sorrisos em meio a muito suor

Simplesmente lindo


domingo, 26 de agosto de 2007

sol se escondendo

[Encantador fim de tarde no Solar do Unhão. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto Gaia]
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"(...)
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha
(...)"
[Prainha, Mariana Aydar]
Porque cada vez que eu vou lá é sempre como se fosse a primeira vez
E eu não canso nunca
Porque cada por do sol lá é único
Nem palavras nem fotos... nada disso explica

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

céu


[A porta do céu!! Exposição Ficções, de Regina Silveira. Museu Vale do Rio Doce. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]


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"Felicidade se acha em horinhas de descuido"


[João Guimarães Rosa]




sexta-feira, 17 de agosto de 2007

pequenas coisas

[Janela de casa. Salvador-BA. Agosto 2007. Foto: Gaia]

"O moderno encantamento com "pequenas coisas" [...].

[...] Os franceses tornaram-se mestres das artes de serem felizes entre "pequnas coisas", dentro do espaço de suas quatro paredes, entre o armário e a cama, entre a mesa e a cadeira, entre o cão, o gato e o vaso de flores, dedicando a estas coisas um cuidado e uma ternura que, num mundo em que a rápida industrialização destrói constantemente as coisas de ontem para produzir objetos de hoje, pode até parecer o último recanto puramente humano do mundo."

[ Hannah Arendt. "A condição humana", 2000]

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Porque eu gosto dessas pequenas coisas que os franceses aprenderam a gostar....

Gosto do azul do céu na sexta-feira,

De acordar de manhã, ver os cactos e lembrar da Aline e da Ivana

De mudar constantemente a pose do boneco de madeira e fazê-lo dançar ballet no parapeito da janela

Do colorido da coritna inacabada de miçanga e papel celofone azul, verde e rosa

Gosto como colorem meu dia... mesmo os dias cinzas... se tornam belos!


quarta-feira, 18 de julho de 2007

janela

[Gringas na janela do Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis."

[A um passarinho. Vinícius de Moraes]

luz

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Não haveria luz se não
Fosse a escuridão...
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."
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agradece

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Parede de agradecimentos

a porta do convento

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"... Mas porém se acontece-se de São Pedro não abri-se
A porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arrimina-se
E tu com eu insinti-se
Prá que eu me arresouve-se
E a minha faca puxa-se
E o bucho do céu fura-se
Távez que nós dois fica-se
Távez que nós dois cai-se
E o céu furado arria-se
E as virgem todas fugir-se"
[Ai se sesse, Zé da Luz]

fora do lugar

[Convento da Penha. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Quem disso que existe um lugar certo para todas as coisas?
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meu céu

[Por do sol da minha varanda em Vitória. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque eu sinto falta de namorar a lua da varanda...

vagão

[Valdete no trem. Museu Ferroviário. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom"
[Adeus você, Los Hermanos]

antes do digital...

[Locmotiva no Museu Ferroviário. Vila Velha-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Essas coisinhas que faziam as coisas todas funcionarem...

pela janela

[Vitória vista de dentro do Museu Ferroviário. Jul 2007. Foto: Gaia]
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"Eu vejo tudo enquadrado..."

do lado de lá

[Vitória vista da outra margem da Baía. Do Museu Ferroviário. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Da outra margem da Baía,
De dentro pra fora.
Vitória enquadrada na esquadria do museu...

"Pela janela do carro, pela janela do quarto

Quem é ela, quem é ela,

Eu vejo tudo enquadrado.

Remoto controle..."

[Esquadros. Adriana Calcanhoto]


cidade porto

[Vitória vista de Vila Velha. Jul 2007. Foto: Gaia]
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As vezes acho que Vitória é uma dessas cidades invisíveis inventadas por Calvino.
Vista daqui fica a dúvida de ondeacaba o porto onde começa a cidade.
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eu gosto!

férias

[Céu de Por do Sol! Vitória-ES. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque só aqui a bandeira é da cor do céu de por do sol!
Saudade de casa.
Saudade do azul e rosa.

2 de julho

[Pausa no cortejo. Praça da Sé. Salvador-BA. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Boiadeiros descansando no cortejo.

2 de julho

[Independencia da Bahia. Praça da Sé. Salvador-BA. Jul 2007. Foto: Gaia]
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Porque lá é diferente.
O dois de julho parece mais importante que o sete de setembro.
E o São João mais importante que o Natal.
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Outras referências...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

mudança

[Casa. Salvador. Março 2007. Foto: Gaia]
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"[...] Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim"
[ "Primeiro Andar", Rodrigo Amarante]
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Despedida da primeira casa de Salvador...
Amanhã casa nova.

domingo, 24 de junho de 2007

inverno


[Cristo, Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]

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Céu de domingo, sem photoshop.
3° dia do inverno de Salvador!

sábado, 16 de junho de 2007

clown

[Artista no Goethe Café. Feira Hype todo sábado! Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]
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"parem
eu confesso
sou poeta
cada manhã que nasce
me nasce
uma rosa na face"
..
[08, Leminski ]
Feira Hype. Bonito, diferente, clowns, cordel, feijoada, DJ, todo sábado!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

diariamente

[ Paisagem cotidiana. Casa, Salvador. Junho 2007. Foto: Gaia]
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"Os livros na estante já não têm mais tanta importância
Do muito que eu li, do pouco que sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei..."
["Mesagem de Amor", não sei se é do
Herbert Viana ou do Lucas Santtana...]

domingo, 10 de junho de 2007

azul

[Salvador. Abril 2007. Foto: Gaia]
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se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
[Se, Leminski]
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um céu azul em homenagem aos dias cinzas do final de semana...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

da janela

[meu jardim. casa. Salvador. Maio 2007. Foto: Gaia]
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Enquanto espero a frente fria passar...


terça-feira, 24 de abril de 2007

Dica de Filme

Aproveitando que estou na Bahia, nada mais justo do que fazer propaganda do filme "Ó paí ó". Assisti semana passada. É para rir e chorar de tão vivo...

domingo, 22 de abril de 2007

peixes africanos

[Peixinhos do tecido no Benin. Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto:Gaia]

novos resquícios da memória

[Cruz caída onde um dia foi a Igreja da Sé. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

tabuleiro de xadrez

[A Bruna de guarda-chuva rosa tirando foto no Campo Grande. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

branco

[Balaustres no Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

sábado, 14 de abril de 2007

arco-íris

[Sol com chuva, casamento de viúva. Santo Antônio Além do Carmo. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

céu barroco

[Fim de uma tarde cinzenta. Baia de Todos os Santos. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

tecidos coloridos

[Intervenção da Lina. Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2006. Foto: Gaia]

da janela

[Da janela da Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2007. Fotos: Gaia]

azul

[Da janela da Casa Benin. Tudo azul do lado de fora. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

tecidos coloridos

[Cores da África. Casa Benin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

delicadezas

[Porta da Faculdade de Medicina. Terreiro de Jesus. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

orixá

[A fé do povo daqui. Painel de Carybé no Museu Afro-brasileiro. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

delicadezas

[Vista do plano inclinado. Pelourinho. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

baiano

[O povo daqui. Plano Inclinado, Pelourinho. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

delicadezas

[Anjinho sem asa no Campo Grande. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

Catharina

[Dia de chuva no Campo Grande. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

luz e cor

[Vitral da antiga Capela. Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

dentro e fora

[A árvore e a Lígia na Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

luz e cor

[Vitral da Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

delicadezas

[Eu e o chão da Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]
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"Os pés eu mantenho no chão, mas a cabeça eu gosto que avoe"
(Waly Salomão)

luz

[Treliça da Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

no jardim

[Escultura do Rodin passeando no jardin. Fundação Rodin. Salvador-BA. Abril 2007. Foto: Gaia]

segunda-feira, 9 de abril de 2007

beira-mar

[Salvador. Março, 2006. Foto: Gaia]
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"Na beira do mar, ele vai navegando.
Viajar muito além do oceano.
Esquecer a dor
A dor do desengano.
Na beira do ar, com as águas caindo.
Se entregar num enorme sorriso.
Contemplar o sol
E esquecer da terra.[...]"
[Todas as lágrimas- Javaroots]
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Porque é assim...
Esse amontoado de cores, casas, pessoas e mar
Tudo junto

meninos

[Baía de Todos os Santos. Salvador-BA. Março 2007. Foto: Gaia]
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"[...] Eu me criei no molhado
Areia e pedras do lado
Berço de uma sereia [...]"
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[Água de Lua- Djavan]
Porque Salvador pra mim tem cara de mar,
Tem cara de meninos pulando do barco.
Porque a praia nunca esteve tão presente ainda que sempre tenha estado alí do lado...

sábado, 24 de março de 2007

colméia

[Cobogós da garagem do prédio da Princesa Leopoldina. Salvador-BA. Março 2006. Foto: Gaia]
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Só porque gostei do contraste do claro-escuro.
E porque dá pra saber o quanto o dia está ilumindo antes mesmo de ver a cor do céu.

segunda-feira, 19 de março de 2007

vila cenográfica

[Vendedor de sorvete. Praia do Forte-BA. Março 2007. Foto: Gaia]
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"Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário"
["Beatriz"- Chico Buarque]
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O vendendor não é vendedor. É um figurante da novela das oito contratado pela Globo para ficar andando nas praias da Bahia. Mentirinha... Mas podia ser verdade na praia de mentira construída no litoral norte. Mas o céu é de verdade. O azul não é de photoshop!

sábado, 17 de março de 2007

A Mártir

["A Mártir"- Jardim do Museu Rodin. Salvador-BA. Março 2007. Foto: Gaia]
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"Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade."
[ "A uma mulher", Vinícius de Moraes]
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Um brinde à nova vida na Bahia, ao Vinicius de Moraes e ao Rodin!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

lágrima

[Crianças da Favela Monte Alegre-Ribeirão Preto. Março 2005. Foto: Gaia]
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"[...] Que vale o pensamento humano,esforçado e vencido, na turbulência das horas?


Que valem a conversa apenas murmurada, a erma ternura, os delicados adeuses?


Que valem as pálpebras da tímida esperança, orvalhadas de trêmulo sal?


O sangue e a lágrima são pequenos cristais sutis, no profundo diagrama.


E o homem tão inutilmente pensante e pensado só tem a tristeza para distingui-lo. [...]"

Noturno- Cecília Meireles


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

trem

[Trem que vai de Santana a Serra do Navio. Amapá. Janeiro 2006]
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"[...] As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."

[Memória- Carlos Drummond de Andrade]

amarelo

[Salvador, fim de tarde na Barra. Dez 2006. Foto: Gaia]
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E cá estou eu ... Rumo à cidade das cores...
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"Bahia que não me sai do pensamento
Faço o meu lamento, oi
Na desesperança, oi
De encontrar nesse mundo
O amor que eu perdi na Bahia "
Salve Ary Barroso!


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

janela

[Centro de Vitória visto da janela do apartamento do Milton. Nov 2006. Foto: Gaia]
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"Pela janela do quarto pela janela do carro
Pela tela pela janela,
Quem é éla, quem é ela
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle [...]"

rosa

[Casa de boneca na Favela Monte Alegre-Ribeirão Preto- SP. Março 2005. Foto: Gaia]
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"E só fazia fantasia e não fazia mal (...)"


domingo, 4 de fevereiro de 2007

gira mundo

[Mestre-sala e porta-bandeira no ensaio da Unidos de Jucutuquara. Vitória-ES. Outubro 2006. Foto: Gaia]
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O que gira é o mundo ou é ela?

as flores

[No caminho para Pratinha, Ibitirama-ES, enquanto tentava desatolar o carro. Fev 2007. Fotos: Gaia]
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Quem disse que nem tudo são flores? São flores sim! Em meio a lama são as flores que tornam os dias mais coloridos. Nos cemitérios também são elas que tornam a tristeza mais supertável. Na casinha simples no meio da estrada são delas o mérito do sorriso gentil de quem passa cansado de andar no sol o dia inteiro. Lá, em qualquer cantinho nasce uma flor e consequentemente um sorriso tornando a vida um pouquinho mais feliz.
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"Quem pagará o enterro e as flores
Se eu morrer de amores?''
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[Vinicius de Moraes]

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

encontro inusitado

[SESC Pompéia-SP. Outubro 2005. Foto: Gaia]
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Primeiro saiu ela. A bailarina. Rodopiou pra lá e pra cá e seguiu saltitando. Depois saiu ele. O soldadinho de chumbo que encontrou o rapaz simpatizante do MST. A menininha parou e não entendeu nada! São Paulo é assim mesmo. Onde essas figuras estão todas juntas e trocam idéia como em conto de fadas.

azul

[O moço que pesca na praia do Farol da Barra. Salvador. Dez 2006. Foto: Gaia]
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O mar... Azul nem que seja do reflexo do céu.
E que dias chuvosos não cheguem por agora... Porque o cinza não cabe nesse mar.

dia de festa

[Folia de Reis em Itaúnas (ES) na festa da cidade. Janeiro 2007. Foto: Gaia]
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Porque no dia de festa eles colocam sua roupa mais bonita, feita com todo cuidado. Costurada com bastate carinho para que todas as cores juntas não briguem, não se estranhem. Em dia de festa eles se juntam e cantam o dia inteiro. E contam suas hitórias pela cidade. Vão pelos bares, pelas ruas, pelas esquinas e as vezes param. Se encontram na praça, recebem aplausos. Fim da festa. Missão cumprida. Ano a ano... Eternizando...

bom dia

[Fim de mais um dia de verão em Ibitirama (ES- fev 2007). Sim, pode ser assim o verão no Brasil. Foto: Gaia]
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O olhar é quase como um "bom dia". Aconstumamo-nos com ele. Naturalizamos. Até banalizamos. Olhamos sem olhar, assim como falamos "bom dia" em dia de sol, "bom dia" em dia de chuva. Em dia quente ou dia frio. No feriado ou em dia de trabalho. Em março ou novembro. Sempre o mesmo: "bom dia". Não que não possam ser bons os dias... Mas são únicos, e ímpres assim como são as muitas e diversas formas e cores que passam diante do nosso olhar.


O dia de verão de Ibitirama é assim... amanhece meio cinza, depois faz sol e céu azul perto de meio-dia, chuva no meio da tarde e névoa ao entardecer... Algumas noites se vê estrelas. Não é todo dia.